ORADORES

Eduardo Sá

Eduardo Sá é psicólogo clínico e psicanalista, professor da Universidade de Coimbra e do ISPA, em Lisboa. É autor de artigos e de livros científicos na área da psicanálise e da psicossomática. E de livros de divulgação no âmbito da saúde familiar e da educação parental. Foi colaborador da Antena 1 durante anos e assinou o programa Amor em Tempos de Crise, com Fátima Lopes, na TVI24. Atualmente faz o podcast Porque Sim Não é Resposta com Judite França e Bruno Vieira Amaral, na Rádio Observador, e escreve todos os domingos para o jornal Observador.

César Bona

Conferencista Internacional. Professor. Escritor.

Licenciado em Filologia Inglesa e com Diploma em Ensino de Línguas Estrangeiras pela Universidade de Saragoça.

O seu compromisso com a excelência educativa, a convivência como fundamento das relações humanas e o impacto social levou-me a receber prémios como:

A Medalha de Ouro da Cruz Vermelha de 2025 pela minha defesa de uma educação humanista e da convivência.

Nomeado um dos 50 melhores professores do mundo pelo Global Teacher Prize (2015).

Recebi o Prémio Crearte do Ministério da Cultura em duas ocasiões pela minha promoção da criatividade, entre outros. 

É Diretor do Curso de Aprendizagem Criativa e Inovação no Ensino da Universidade Internacional Menéndez Pelayo. Leciona nos programas de mestrado em "Políticas e Práticas em Inovação Educacional" e "Inteligência Emocional" da Universidade de Málaga, e no programa de mestrado em Inteligência Emocional e Coaching da Universidade Jaume I de Castellón.

É autor de vários livros: Educação Sustentável (2023), Humanizar a Educação (2021), A Emoção de Aprender (2018), A Nova Educação (2015) e Escolas que Mudam o Mundo (2016), obras que são hoje utilizadas como referência em várias universidades. Além disso, escreveu livros infantis, incluindo uma adaptação de Dom Quixote (2017), O Incrível Mundo de Bernardo (2018) e Direitos e Responsabilidades da Criança (2019).

A escuta, a empatia, a criatividade, a participação social e a educação para a convivência são os pilares que defende. Considera o compromisso social e o compromisso com a natureza essenciais como parte de uma formação humana completa.

Uma vez, uma menina perguntou-me: “O que é mais importante para ti: a inteligência ou a bondade?” Ao que respondi: “Quando foi que tiveste que escolher entre essas duas opções e optar por uma em detrimento da outra?”

Em “A Arte de Ser Humano na Era da IA”, César Bona explora como manter vivos os valores e capacidades que nos definem — empatia, criatividade, escuta, bondade, cooperação, sentido de admiração e perseverança — num mundo onde a Inteligência Artificial parece prestes a criar novas realidades. A apresentação incentiva-nos a encontrar um equilíbrio entre a formação tecnológica e o cultivo de capacidades humanas, demonstrando que a inovação deve aprimorar nossa essência, e não substituí-la. É um chamado inspirador para educar para o presente e o futuro, sem perder de vista o que realmente nos torna humanos.

Pedro Chagas Freitas

Pedro Chagas Freitas, nascido em Guimarães em 1979, é escritor, jornalista, formador em escrita criativa e orador. Autor de mais de quarenta livros e criador dos jogos de escrita A Fábrica da Escrita e Supergénio, é um dos escritores mais lidos e acarinhados pelos portugueses. Bestseller em Portugal e em países como Itália, Brasil e México, soma mais de um milhão de exemplares vendidos em todo o mundo. Além da escrita, leva aos palcos a sua stand-up tragedy “O Caça Alfaces”, espetáculo com o qual tem percorrido o país. Já fez rir, pensar e transformar muitos milhares de pessoas em palcos icónicos como a MEO Arena, o Campo Pequeno, a Aula Magna de Lisboa, o Teatro das Figuras ou o Pavilhão Multiusos de Guimarães. Entre as suas obras mais marcantes destacam-se Prometo Falhar, A Raridade das Coisas Banais e O Hospital de Alfaces — o maior fenómeno literário em Portugal dos últimos anos.

Nélio Spréa

Nélio Spréa é arte-educador, pesquisador da infância, mestre e doutor em Educação pela Universidade Federal do Paraná. Fundou e dirige a Parabolé, instituição onde, há 18 anos, dedica-se ao desenvolvimento de ações culturais e projetos artísticos destinados a crianças e adolescentes. Foi professor em escolas de educação infantil e ensino fundamental durante 14 anos. É autor de livros, álbuns musicais e filmes para crianças e atua como palestrante nos programas de formação pedagógica de redes municipais de ensino em diferentes regiões do Brasil. Produziu e dirigiu filmes infantis, dos quais se destacam o documentário "Brincantes" (2010), o curta-metragem "O Fim do Recreio" (2012), o curta-metragem "A Escola de Ensino Fenomenal" (2014 e 2024) e a série documental AUÊ (2016 – 2023).

Com uma abordagem interativa e poética, o arte-educador Nélio Spréa apresenta uma fundamentação sobre o fenômeno do brincar e lança luz sobre os processos criativos que resultam do engajamento da criança e que a fazem produzir conhecimento. A partir de exemplos práticos vivenciados junto à plateia ou observados em vídeo, o palestrante descortina a fluidez criativa da experiência lúdica e revela sua condição de instrumento privilegiado na descoberta cultural, na socialização e no acesso às aprendizagens.

Neste divertido encontro, Nélio Spréa destaca o potencial pedagógico de parlendas, quadrinhas populares, trava línguas, adivinhas, brincadeiras cantadas, contos e cantigas acumulativas. Compreendendo-os como formas literárias de tradição oral, o arte-educador analisa seus aspectos métricos, o papel da rima, as figuras de linguagem, a corporalidade e afetividade envolvidas, e demonstra como a prática destes textos pode favorecer a alfabetização e o letramento.

David Rodrigues

Professor de Educação Especial, obteve o doutoramento na Universidade de Lisboa. Lecionou em universidades portuguesas e estrangeiras (Bélgica, Brasil e China) e cessou a sua carreira docente em 2015 como Professor Catedrático. Trabalhou em projetos internacionais para a UNESCO, UNICEF e Humanité & Inclusion sobre temáticas de Direitos Humanos e Inclusão Social e Educativa. É conferencista convidado em países da Europa, África, Ásia, América do Norte e do Sul. Publicou 32 livros e dezenas de artigos em revistas da especialidade. É fundador da ONG Pró-Inclusão, foi seu Presidente (2008-2020) e é diretor da Revista “Educação Inclusiva”. Recebeu em 2017 o “Prémio de Excelência de Liderança Internacional” pelo Council for Exceptional Children – DISES (EUA), em 2020 foi galardoado com a Medalha de Ouro dos Direitos Humanos pela Assembleia da República e em 2023 foi condecorado pelo Presidente da República como Grande Oficial da Ordem da Instrução Pública. É membro, desde 2015, do Conselho Nacional de Educação.

Nuno Pinto Martins

Pai de um menino e de uma menina, Nuno Pinto Martins é formado em Direito e foi advogado e jornalista. Em 2015 decidiu mudar de vida e tornou-se formador certificado em Disciplina Positiva, em Inteligência Emocional e no método Kid Coaching. Em 2017 fundou a Academia Educar pela Positiva e é autor dos livros "Educar pela Positiva: um guia para pais e educadores" e "O Comboio das Emoções". É também Kids coach, apoiando as famílias na mais maravilhosa e desafiante das missões: Educar. Sempre pela Positiva!

O meu antes e depois da Educação Positiva: como o meu maior fracasso se tornou na minha missão de vida. E partilhar 5 lições que aprendi na parentalidade, e as respetivas "ferramentas" para uma educação mais positiva!

Catarina Fonseca

Sou a Catarina Fonseca, Educadora de Infância, formada em 2013 pela Escola Superior de Educação de Lisboa. Desde cedo me apaixonei pela arte de descobrir o mundo com as crianças — através das artes, da aprendizagem pela ação e, muito especialmente, da literatura.

O amor pelos livros sempre me acompanhou, dentro e fora da sala, e acabou por ganhar nova forma: em 2022 tornei-me também contadora de histórias, dando voz às palavras e transformando-as em momentos especiais. Acredito que “a literatura é um mundo de possibilidades infinitas”, e que cada livro é uma porta para o espanto, a ternura e o conhecimento. Nas histórias encontro a forma mais bonita de aprender e ensinar — com o coração, a voz e o corpo. Ao longo dos anos, tenho assim explorado o papel do livro como ferramenta de desenvolvimento e expressão artística, unindo a literatura às artes em geral.

E foi assim que surgiu, em 2023, um projeto de Histórias C(a)ntadas & Música em Família, juntamente com o músico e professor de música, Tiago Oliveira. Este mesmo projeto, começou a ganhar forma no final de 2024 e acabou por se afirmar em 2025, com o nome “cantar(a)ler”. Nestes encontros entre crianças e suas famílias, aliamos o poder mágico das histórias à beleza da música, criando momentos de alegria, partilha e oportunidades de aprendizagem para todos. Acima de tudo, pretendemos encantar, emocionar e criar laços através da música e das histórias.

Acredito que a infância é o tempo em que tudo começa — onde cada gesto é descoberta, cada som é espanto e cada dia é um convite a sonhar. É nesse território de maravilha que aprendo, todos os dias, que educar é também crescer, e que é na simplicidade dos olhares curiosos das crianças que o mundo se revela mais bonito.

Os livros são mais do que histórias — são instrumentos de aprendizagem, emoção e criatividade. Neste encontro, exploraremos o papel da literatura infantil como motor de desenvolvimento integral, refletindo sobre o impacto que a leitura tem na linguagem, na imaginação e na construção da identidade das crianças.

Na primeira parte, de caráter mais reflexivo, serão abordados os principais benefícios da leitura na infância e o papel do educador como mediador, capaz de transformar o momento da história num espaço de descoberta e partilha.

Na segunda parte, prática e participativa, os participantes serão convidados a viver uma experiência sensorial e artística: uma história cantada que unirá palavra, corpo e som. Um momento para sentir o livro de outra forma — não apenas com os olhos, mas também com a voz, o ritmo e a emoção.

Alexandra Nogueira

Alexandra Haran Nogueira, professora, autora e criadora de conteúdos. Tirou o Mestre em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º CEB. Desde 2018 que leciona em escolas do 1.º CEB estando atualmente na Leiria International School. Tem certificação em Teacher Classroom Management e formação no Método de Singapura, Abordagem Reggio Emilia e Montessori. Desde 2020 que é autora de livros de apoio escolar e criadora de conteúdos na página @‌priciclo.classroom, utilizando esta plataforma para refletir sobre educação. É também produtora e programadora de atividades artísticas para o público infanto-juvenil no Festival A Porta e presidente do Coro Ninfas do Lis.

Entra na nossa sala de aula... E vê as coisas por outro ângulo. Numa experiência que nos permitirá refletir e repensar sobre as nossas práticas diárias.

Ana Maria Soromenho

Natural de Sesimbra, é mestre em pedagogia e conta com cerca de vinte anos de experiência na área da educação. Desde cedo encontrou na arte de ensinar um caminho de aprofundamento do autoconhecimento e do desenvolvimento humano, interpretando o contacto com as crianças como uma forma profunda de amar e educar.

Com experiência em diferentes abordagens pedagógicas — como Pedagogia Waldorf, Escola da Floresta e Pedagogia de Projeto — identifica-se com uma visão holística e integradora, centrada no respeito pela individualidade da criança. O seu percurso inclui contextos de escola tradicional, a criação de um jardim de infância na selva, na Tailândia, comunidades de aprendizagem em Portugal e a tutoria de projetos educativos.

Nos últimos anos tem aprofundado práticas terapêuticas como yoga e meditação, dedicando-se à promoção da autoconsciência e da autorregulação emocional na infância, trabalhando semanalmente com centenas de crianças.

Este workshop centra-se na educação emocional na infância, destacando a importância do reconhecimento, compreensão e expressão saudável das emoções desde os primeiros anos de vida. Serão abordados os fundamentos do desenvolvimento emocional, o papel do adulto enquanto mediador emocional e os desafios mais comuns em contexto educativo. Com uma abordagem prática e reflexiva, o workshop apresenta estratégias, atividades e ferramentas que promovem a literacia emocional, a autorregulação, a empatia e as competências sociais. Pretende-se apoiar os profissionais de educação na criação de ambientes seguros e afetivos, que favoreçam o bem-estar emocional e o desenvolvimento integral da criança.

Anna Pires

Anna Pires é professora de inglês, formadora de professores e autora de materiais didáticos com quase 30 anos de experiência. É formadora de professores da APPI e da Pilgrims e autora da Porto Editora, tendo desenvolvido livros didáticos e recursos digitais para Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde e Timor-Leste.

Ela é co-fundadora e co-coordenadora do APPI Mindful EFL SIG, onde ministra webinars e sessões online, além de desenvolver projetos sobre mindfulness, aprendizagem socioemocional e bem-estar para professores e alunos.

As suas paixões profissionais incluem abordagens humanistas e centradas no aluno, mindfulness na educação, multimodalidade e o uso criativo de músicas e videoclipes no ensino de inglês como língua estrangeira. Ela também integra a consciência intercultural no seu trabalho, inspirando-se nas culturas lusófonas e na sua própria origem luso-canadiana.

Português
Nesta sessão, exploramos a música como “terceira língua” na sala de aula, um código humano partilhado que vai para além das palavras e atravessa culturas. A partir de uma canção e de um videoclipe português, os participantes irão refletir sobre como a música pode ajudar os alunos a contar as suas próprias histórias, a reconhecer a diversidade e a identificar aquilo que nos une enquanto seres humanos. O workshop mostra como a música pode ser usada de forma transversal às disciplinas para criar projetos criativos, ligando a aprendizagem de línguas à identidade, à cidadania e à consciência emocional.

Os participantes irão explorar propostas práticas para a sala de aula e refletir sobre como a música pode abrir espaço para conversas difíceis sobre pertença, diferença e empatia. A sessão convida os professores a olhar para a música não como um extra, mas como um texto multimodal poderoso que promove inclusão, voz e ligação no quotidiano da sala de aula.

English
In this session, we will explore music as a “third language” in the classroom, a shared human code that goes beyond words and across cultures. Through a Portuguese song and music video, participants will reflect on how music can help learners tell their own stories, recognise diversity, and notice what unites us as human beings. The workshop shows how music can be used across subjects to create meaningful, creative projects that connect language learning with identity, citizenship, and emotional awareness.

Participants will experience practical classroom ideas and reflect on how music can open up space for difficult conversations around belonging, difference, and empathy. The session invites teachers to see music not as an add-on, but as a powerful multimodal text that supports inclusion, voice, and connection in everyday classroom practice.

António Sampaio da Nóvoa

António Nóvoa é Professor do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Genebra (1986). Doutor em História pela Universidade Sorbonne (2006). Reitor da Universidade de Lisboa (2006-2013). Doutor Honoris Causa pelas Universidades do Algarve, Lusófona, Brasília, Rio de Janeiro, Santa Maria e São Paulo. Embaixador de Portugal na UNESCO (2018-2022).

Bruno Leite

Licenciado em Educação de Infância pela Escola Superior de Educação de Lisboa.

Formador creditado pelo Conselho Científico Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC) em Didáticas em Educação de Infância.

Professor Assistente da ESECS Politécnico de Leiria.

Co-fundador e vice-presidente da Associação Onda Promissora.

Coordenador do centro de formação e do projeto Gera Educação, dedicado à formação profissional na área da educação, com especial ênfase na educação de infância e 1º ciclo.

Autor do Livro “De mão dadas”

Palestrante e consultor pedagógico.

A passagem da Educação Pré-Escolar para o 1.º CEB é um momento decisivo no percurso das crianças, com mudanças que podem gerar ruturas ou, pelo contrário, reforçar a continuidade das aprendizagens e do seu desenvolvimento.
Neste workshop desafiamos a uma reflexão sobre como transformar esta transição numa continuidade progressiva, natural e acolhedora, através de:

  • Principais desafios da transição no contexto educativo português;

  • Continuidade curricular e pedagógica entre as duas etapas educativas;

  • Estratégias práticas de articulação entre educadores e professores do 1.º ano do 1.º CEB;

  • Ênfase na dimensão socioemocional e na autonomia da criança;

  • Exemplos concretos de boas práticas.

Catarina Alves

Licenciada em Terapia Ocupacional pela Escola Superior de Saúde do Alcoitão (2008), é Mestre em Neuropsicologia pela Universidade Católica Portuguesa (2018), com Pós-graduações em Neurodesenvolvimento e Integração Sensorial. Possui especialização em Integração Sensorial pela University of Southern California (USC/WPS) e formação avançada em áreas como desenvolvimento infantil, neurodesenvolvimento e avaliação do movimento. É Educadora Clínica de Estágios na Escola Superior de Saúde do Alcoitão desde 2010 e no Instituto Politécnico de Beja desde 2022. Desde 2021, é Presidente do Grupo de Interesse em Pediatria da Associação Portuguesa de Terapeutas Ocupacionais (APTO). Atualmente exerce funções como Terapeuta Ocupacional no Centro de Desenvolvimento da Criança do Hospital Garcia de Orta.

Este workshop aborda as perturbações do desenvolvimento neuro-motor na infância, com enfoque específico nos contextos de creche e pré-escolar. Serão explorados os principais sinais de alerta, os desafios que estas perturbações colocam ao desenvolvimento global da criança e ao quotidiano educativo, bem como o impacto nas aprendizagens, na autonomia e na interação social. A sessão propõe ainda estratégias práticas de identificação precoce, adaptação do ambiente educativo e intervenção pedagógica, promovendo uma abordagem inclusiva e colaborativa entre educadores, famílias e técnicos especializados, com vista a potenciar o desenvolvimento e o bem-estar da criança.

Catarina Ferreira, Cláudia Gil, Mónica Romão

Fundada e é dirigida pelas psicomotricistas Cláudia, Mónica e Catarina, licenciadas em Reabilitação Psicomotora e especialistas em desenvolvimento infantil, em atividade desde 2015, a Terra das Crianças nasceu com o objetivo de proporcionar serviços de psicomotricidade a todas as crianças, incluindo aquelas provenientes de contextos socioeconómicos mais vulneráveis ou com necessidades específicas de desenvolvimento. Atua na zona da Grande Lisboa, colaborando com cerca de 100 escolas, entre estabelecimentos privados e IPSS, nas valências de berçário, creche e jardim de infância, em contextos educativo-preventivos e terapêuticos. Desenvolve ainda ações de formação e workshops para escolas e outras entidades, participando regularmente em eventos científicos e formativos na área do desenvolvimento infantil. Com o lema “A Psicomotricidade é para todas as crianças.

Este workshop centra-se na motricidade infantil como dimensão fundamental do desenvolvimento global da criança na educação de infância. Serão explorados os principais marcos do desenvolvimento motor, a sua relação com as aprendizagens cognitivas, emocionais e sociais, bem como os desafios mais frequentes em contexto educativo. Com uma abordagem prática e aplicada, o workshop apresenta estratégias, atividades e organização de espaços que promovem o desenvolvimento das competências motoras grossas e finas, respeitando os ritmos individuais das crianças. Pretende-se capacitar os profissionais de educação para a criação de experiências motoras significativas, seguras e inclusivas, integradas no quotidiano da creche e do pré-escolar.

Daniel Sampaio

Médico Psiquiatra e Escritor.

Professor Catedrático Jubilado de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Fundador da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar.

Autor de dezenas de livros sobre a adolescência, a família e a escola.

Co - Autor do Podcast “O nosso olhar para ti”, na Rádio Comercial.

Nesta intervenção reflete-se sobre os problemas da adolescência atual e das famílias de hoje, para depois se centrar nas mudanças necessárias, que passam sobre alterações radicais na sala de aula e numa diferente aproximação entre pais e filhos.

Dr. Fernando Alexandre Ministro da Educação, Ciência e Inovação

Fernando Alexandre nasceu em 1972.
É Ministro da Educação, Ciência e Inovação do XXIV Governo Constitucional.
Doutorado em Economia pelo Birkbeck College, University of London, foi, antes de assumir funções governativas, Professor Associado com Agregação na Universidade do Minho, na qual foi Pró-Reitor, Diretor da Escola de Economia e Gestão e Diretor do Departamento de Economia.
Em 2023, coordenou a avaliação económica e financeira do novo aeroporto de Lisboa.
Entre 2013 e 2015, foi Secretário de Estado no Governo português. Também desempenhou funções como Vice-Presidente do Conselho Económico e Social.
Os seus interesses de investigação incluem a macroeconomia, os mercados financeiros e o desenvolvimento da economia portuguesa. É autor ou coautor de oito livros, vários capítulos de livros e artigos publicados em revistas como Labour Economics, Small Business Economics, Journal of Technology Transfer, Regional Studies, The World Economy, Open Economies Review, Economics Letters, CESifo Economic Studies ou Higher Education.
Tem atuado como consultor para instituições públicas e privadas, incluindo a Comissão Europeia e o Governo português. Em 2022, recebeu o Prémio de Mérito Científico da Universidade do Minho.

Eliana Nuñes

Eliana Nuñez, Membro da equipa fundadora e coordenadora da EPA | Membro da Equipa de Execução do Projeto PPAS Mestre em Arquitectura pela Universidade do Porto. Desde 2010 tem trabalhado no desenvolvimento de Programas Educativos através da Arquitectura para crianças e jovens em diferentes entidades culturais, escolas e espaços urbanos na Colômbia, Malásia, Inglaterra e Portugal. É membro da equipa fundadora e coordenadora da rede portuguesa “Educação pela Arquitectura”, coautora do Programa Educativo Paisagem e Arquitetura Sustentáveis.

Como podemos falar de uma nova educação sem pensar nos espaços onde ela acontece? Esta conversa propõe uma reflexão sobre o papel da arquitetura na educação contemporânea, partindo da ideia de que o espaço influencia comportamentos, relações, formas de aprender e de estar. A partir do diálogo entre práticas arquitetónicas, educativas e institucionais, discute-se como o desenho do espaço escolar pode promover a autonomia, a curiosidade, a participação e o bem-estar. Um convite a professores e educadores para olharem o espaço como uma ferramenta pedagógica ativa e um aliado no ato de ensinar.

Elisabete Barros

Docente e investigadora na área das Ciências da Educação, tem procurado, ao longo do seu percurso profissional, pensar e experimentar novas formas de aprender e ensinar. Gosta de juntar pessoas, ideias e tecnologias com sentido e propósito, acreditando que a aprendizagem acontece quando há espaço para a curiosidade, a colaboração e o equilíbrio entre o humano, o digital e o natural. Na Universidade Portucalense, leciona e investiga temas ligados à tecnologia educativa, à comunicação e à inovação, explorando o desenvolvimento de competências humanas e digitais para o século XXI.

Entre plataformas, ferramentas e tendências, corre-se o risco de perder o essencial: o SENTIDO DA APRENDIZAGEM. Neste workshop, propõe-se uma pausa reflexiva para repensar práticas educativas à luz da intencionalidade pedagógica, da relação humana e do uso consciente do digital.

Escola da Floresta

A Associação Escola da Floresta – Forest School Portugal nasceu em 2017, com a intenção de estimular e nutrir a abordagem e movimento Forest School no país. Somos uma associação sem fins lucrativos, que tem como principais objetivos formar profissionais qualificados em Forest School, disponibilizar formações complementares que possam contribuir para o enriquecimento curricular, realizar encontros em rede e divulgar e apoiar projetos neste âmbito.

Flora di Martino
Arquiteta, coordenadora da Comunidade de aprendizagem Serágua em Vila do Conde , lidera sessões de Forest School na Reserva de Mindelo com crianças até os 7 anos. Faça chuva faça sol

Sónia Nobre
Educadora de Infância e Coordenadora do projeto Into The Wild, My Child, que promove o vínculo entre crianças e famílias com a natureza. Defensora de uma Educação Consciente e de abordagens neurocompatíveis.

Margarida Pedrosa
Engenheira do Ambiente, Líder de Forest School e co-fundadora da Associação da Escola da Floresta.
É formadora do Curso internacional de Forest School Leader e acompanha crianças dos 3 aos 10 anos em incursões diárias à Floresta!
É membro da direção da Associação Escola da Floresta.

Magda Barros Couto
Biotecnologa, Coordenadora da Academia da Alegria em Mafra, Líder de Forest School e Co-fundadora da Associação Escola da Floresta sendo a Presidente do Conselho Fiscal.
É docente da Pós-Graduação em “Ensino ao ar Livre “ e acompanha regularmente crianças dos 5 aos 12 anos à Floresta.

Débora Tavares
Bióloga, Líder Forest School e coordenadora do Asas - crescer na floresta em Lisboa.

Joana Neves
Enfermeira, coordenadora do projecto Bosque dos Pirilampos Foz de Sousa e lider de Escola da Floresta.

Vem explorar o fascinante mundo da Forest School neste workshop dinâmico. Através de atividades interativas e experiências práticas, vamos recriar o ambiente de uma sessão na floresta, proporcionando aos participantes uma verdadeira lufada de ar fresco para a prática pedagógica! Prepare-te para uma abordagem inovadora e divertida de aprendizagem, que coloca a natureza como aliada do desenvolvimento infantil.

Inês Homem de Melo

Psiquiatra no ICAD (Instituto dos Comportamentos Aditivos e Dependências), onde dedica especial atenção às dependências do comportamento (como as apostas a dinheiro, por exemplo). Especializou-se também na área das deficiências invisíveis (autismo, hiperatividade e défice de atenção e outras perturbações do neurodesenvolvimento no adulto). Em 2024, abriu as portas da Clínica do Quinto Andar, no Porto, um espaço de saúde mental que se parece com uma casa. É ativista pela literacia em saúde mental e pela neurodiversidade.

Enquanto psiquiatra de adultos dedicada às Perturbações do Neurodesenvolvimento, documento, em retrospetiva, dezenas de testemunhos de vivências escolares: uns bastante mais sofridos do que outros. Com a criança (e o aluno) que o adulto foi sempre presente nas consultas, percebo a importância capital que os adultos da escola podem ter na vida dos diferentes. Falaremos sobre diversidade e inclusão para a aprendizagem, mas também (e sobretudo!) para os afetos.

Joana Rato

Professora Associada na Universidade Católica Portuguesa e investigadora integrada no NICE Lab – Neuroscience for Innovation, Communication and Education Lab, do CIIS – Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde, onde estuda os mitos no ensino e o papel das funções executivas na aprendizagem.

É psicóloga da educação, doutorada em Ciências da Saúde e escreveu o ensaio Mente, Cérebro e Educação (2023, FFMS) e, em coautoria, Quando o Cérebro do Seu Filho Vai à Escola (2017) e Neuromitos (2020). Tem aliado a investigação à divulgação da ciência transdisciplinar.

Há um interesse crescente na aplicação do conhecimento das neurociências na prática de sala de aula. As neurociências cognitivas (mas não só) têm produzido conhecimento que merece ser atendido pelos profissionais de educação, ainda que esteja longe de atingir uma aplicação ampla com sucesso quando a preocupação fica presa no trabalho de desconstrução de mitos que invadem a escola. Nunca, como agora, se soube tanto sobre o cérebro humano, mas também nunca, como agora, houve tanta proliferação de desinformação. A parceria ciência-educação é cada vez mais urgente para travar as narrativas de repensar a escola em jeito de conto de fadas.

José Pacheco

José Pacheco, designer educacional e aprendiz de utopias realizáveis.

João Couvaneiro

João Couvaneiro é Conselheiro do Conselho Nacional de Educação (onde integra a comissão de Inovação Pedagógica e a comissão do Ensino Superior. No âmbito do CNE integra a equipa de relatores da Recomendação sobre Inteligência Artificial para o sistema de ensino português); é Conselheiro do Conselho Nacional para a Inovação Pedagógica no Ensino Superior (onde integra o grupo de trabalho sobre inteligência artificial); é Expert Delegate no Digital Education Council; Professor na Egas Moniz – School of Health & Science, onde dirige o Departamento de Inovação Pedagógica e e-Learning integra o Conselho Pedagógico do Almada International School, é Apple Professional Learning Specialist e é o curador da Fólio Educa – Festival Literário Internacional de Óbidos. Desempenhou funções de assessoria especializada na área da educação e formação de jovens e adultos, no Gabinete do Secretário de Estado da Educação. Foi Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Tutor na Universidade Aberta. Foi Professor Coordenador e Diretor da Escola Superior de Educação Jean Piaget de Almada. Lecionou em diversos estabelecimentos de ensino básico e secundário (Escola António Augusto Louro, St. Peter's School e no Colégio dos Plátanos). Com o apoio do Institute of Art, Design and Technology (Irlanda), desenvolveu em Moçambique o projeto School in a Box. Tem feito investigação na área da história social e política, com destaque para as temáticas relacionadas com história da educação. Tem apoiado processos de inovação educacional e de integração das tecnologias em contextos educativos. Reconhecido como Apple Distinguished Educator, foi também finalista da edição mundial do Global Teacher Prize. Integrou a Direção da Agência Nacional para a Qualificação e Ensino Profissional. Foi membro do Conselho de Administração do Madan Parque. É membro do Conselho Estratégico Instituto de Nanoestruturas, Nanomodelação e Nanofabricação (i3N), do Órgão Responsável pelo Bem-Estar dos Animais (ORBEA) da Egas Moniz School of Health & Science, do Conselho Consultivo da Associação Portuguesa de Educação e Formação de Adultos, Presidente do Conselho Científico da Associação Portuguesa para a Inovação e Empreendedorismo Social e Digital. Integra os órgãos sociais do Instituto de Apoio à Criança e é membro da Academia Olímpica de Portugal. Integrou o Conselho Geral de diversas escolas agrupamentos de escolas. Foi eleito vereador da Câmara Municipal de Almada nas eleições autárquicas de 2017-2021, onde assumiu a vice-presidência e diversos pelouros, entre eles o da educação. No mandato de 2021-2025 foi deputado municipal e presidente da Comissão de Educação, Desporto, Juventude e Cultura da Assembleia Municipal de Almada, no mandato 2025-2029 será Presidente da Assembleia Municipal de Almada.

João Pico

João Pico é formador e consultor em Inteligência Artificial aplicada à comunicação, educação e criação de conteúdos, com mais de 30 anos de experiência em produção audiovisual, storytelling e marketing digital.

Trabalha a IA de forma prática, ética e orientada a resultados, ajudando profissionais, equipas e organizações a integrar estas ferramentas no dia a dia — sem tecnicismos desnecessários nem "teatro de IA".

Com um percurso sólido em televisão, produção independente e formação, especializou-se em IA para vídeo, conteúdo, produtividade e educação, criando metodologias, prompts e workflows adaptados ao contexto real de quem ensina, comunica e decide.

Atualmente, dedica-se a formar docentes, criadores e organizações na adoção consciente da IA, focando ganhos de tempo, qualidade pedagógica, pensamento crítico e uso responsável da tecnologia.

Mariana Abreu

Mestre em Arquitetura, desenvolve uma prática interdisciplinar nas áreas da arquitetura, educação e metodologias participativas. É mediadora no projeto Vaivém (Braga Media Arts) e criadora do Brinca que Brinca, que aproxima a arquitetura da infância através do brincar, da experimentação e da transformação do espaço. Acredita na arquitetura como ferramenta educativa e como processo de construção coletiva. Move-a a vontade de questionar o espaço da cidade e de contribuir para uma transformação real e sensível dos contextos em que intervém.

Como podemos falar de uma nova educação sem pensar nos espaços onde ela acontece? Esta conversa propõe uma reflexão sobre o papel da arquitetura na educação contemporânea, partindo da ideia de que o espaço influencia comportamentos, relações, formas de aprender e de estar. A partir do diálogo entre práticas arquitetónicas, educativas e institucionais, discute-se como o desenho do espaço escolar pode promover a autonomia, a curiosidade, a participação e o bem-estar. Um convite a professores e educadores para olharem o espaço como uma ferramenta pedagógica ativa e um aliado no ato de ensinar.

Miguel Oliveira

Professor Adjunto na ESECS do Instituto Politécnico de Leiria, onde coordena o Mestrado em Educação Pré-Escolar e a Secção de Educação.

Doutor em Ciências da Educação pela UTAD, com tese sobre transições do pré-escolar para o 1.º ciclo. Autor de dezenas de publicações nacionais e internacionais em Educação de Infância.

Investigador integrado no CI&DEI, supervisor de estágios desde 2000 e Presidente da Associação Nacional de Animação e Educação.

Em Óbidos, é deputado municipal e coordenou o primeiro Plano Educativo Estratégico Municipal.

Foco: qualidade pedagógica na infância, transições educativas e formação de educadores.

A passagem da Educação Pré-Escolar para o 1.º CEB é um momento decisivo no percurso das crianças, com mudanças que podem gerar ruturas ou, pelo contrário, reforçar a continuidade das aprendizagens e do seu desenvolvimento.
Neste workshop desafiamos a uma reflexão sobre como transformar esta transição numa continuidade progressiva, natural e acolhedora, através de:

  • Principais desafios da transição no contexto educativo português;

  • Continuidade curricular e pedagógica entre as duas etapas educativas;

  • Estratégias práticas de articulação entre educadores e professores do 1.º ano do 1.º CEB;

  • Ênfase na dimensão socioemocional e na autonomia da criança;

  • Exemplos concretos de boas práticas.

Milena Branco

Milena Branco é educadora de infância, licenciada pela ESE Jean Piaget de Almada (2003), exercendo funções desde dezembro de 2003 na Fundação Padre Tobias, em Samora Correia. É mentora e criadora do projeto Sítio da Educação desde 2013 e investigadora das pedagogias participativas, com especial enfoque na Abordagem Reggio Emilia, tendo formação pela Fondazione Reggio Children, em colaboração com a Redsolari Brasil. Colabora, desde 2020, com a Escola e Centro de Formação Kando (Brasil) em mentorias e formações para educadores portugueses e brasileiros, sendo promotora de viagens pedagógicas entre Portugal e Brasil desde 2024. É autora do livro documental Laçadas que acolhem (2024) e desenvolve parcerias na área dos ambientes de aprendizagem e formação de educadores.

Este workshop propõe uma reflexão sobre a pedagogia do cotidiano, assumindo a vida diária da criança como elemento central do currículo em creche e pré-escolar. A partir das rotinas, interações, brincadeiras e experiências espontâneas, serão exploradas formas de intencionalizar o quotidiano educativo, valorizando os interesses da criança e o seu papel ativo na construção das aprendizagens. O workshop aborda estratégias para observar, planear e documentar práticas pedagógicas significativas, promovendo ambientes educativos ricos, flexíveis e coerentes com os princípios da educação de infância, reforçando a ligação entre cuidado, educação e desenvolvimento integral.

Neuza Pedro

Professora Auxiliar com Agregação do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Doutorada em Educação na especialidade Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação. Mestrado em Psicologia da Educação. Licenciatura em Psicologia. Possui Formação posgraduada em E-teaching pela Universidade de Agder-Noruega e em Online Assessment pela Universidade de Wisconsin-Stout nos Estados Unidos. Obteve Agregação pela Universidade de Lisboa na área da Educação a distância no Ensino Superior. Assume a coordenação do Doutoramento e do Mestrado em Educação e Tecnologias digitais do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, sendo igualmente membro da comissão diretiva do Programa Doutoral TELSC (Technology-enhanced Learning & societal challenges) da Universidade de Lisboa, Minho e Aveiro. Integrou o Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua de Professores de 2018 a 2024. Assumiu, entre 2010 e 2019, a coordenação do Laboratório de e-Learning da Universidade de Lisboa.

Num contexto em que a inteligência artificial e outras tecnologias digitais fazem inequivocamente parte do quotidiano, este workshop convida professores e outros educadores a (re)desenhar os espaços de aprendizagem para acolher de forma intencional, responsável e pedagógica tais soluções tecnológicas. Ao longo da sessão, serão exploradas abordagens atuais de design de salas de aula e de organização do ambiente educativo (disposição física, qualidade ambiental, gestão de recursos), até dinâmicas de participação, envolvimento e colaboração, com foco na criação de condições adequadas para uma integração tecnológica salutar, oportuna e alinhada com claros propósitos educativos.

A partir de exemplos práticos e atividades de reflexão e prototipagem, os participantes irão identificar oportunidades e constrangimentos dos seus próprios contextos e construir propostas concretas para transformar rotinas e práticas. O resultado esperado é um conjunto de ideias e estratégias aplicáveis para criar ambientes mais flexíveis, inclusivos e preparados para integrar IA e tecnologias digitais.

Rita Bonança

Rita Bonança é Doutorada em Educação pela Universidade Iberoamericana (2023), com Mestrado em Educação – Administração e Organização Escolar pela Universidade dos Açores e Pós-graduação em Educação Especial, com especialização no Domínio Cognitivo-Motor. Licenciada em Educação de Infância, desenvolve atividade académica e científica nas áreas da Educação e das Perturbações da Aprendizagem, sendo autora de publicações e coordenadora do Kit de Ferramentas Dislexia. Foi Diretora da Associação Portuguesa de Dislexia – Polo Açores (2018–2025) e integra, desde 2023, o corpo editorial do Brazilian Journal of Education, Technology and Society (BRAJETS).

Este workshop centra-se na PHDA e na Dislexia, incidindo na compreensão das suas características, manifestações precoces e impacto no contexto do pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico. Serão abordados os principais sinais de alerta, as dificuldades mais frequentes ao nível da atenção, do comportamento, da linguagem e da aprendizagem, bem como os desafios enfrentados por crianças, educadores e professores. O workshop privilegia uma abordagem prática, apresentando estratégias de apoio e intervenção em contexto educativo, adaptações pedagógicas e orientações para o trabalho articulado com famílias e técnicos, promovendo práticas inclusivas que favoreçam o sucesso escolar e o desenvolvimento integral da criança.

Rita Cordovil

Rita Cordovil (PhD) é Professora Catedrática na Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa (FMH-UL). Leciona Desenvolvimento, Controlo Motor e Aprendizagem, integra o Laboratório de Comportamento Motor e o centro de investigação CIPER (grupo BioLad), coordenando o grupo Skill Learning da FMH. Tem estado envolvida em projetos de investigação e de ação sobre brincar ao ar livre, participação das crianças e desenho de espaços de jogo. Realiza investigação e publica nas áreas de desenvolvimento motor, competência motora, perceção-ação, mobilidade independente, risco e segurança infantil, sendo autora do livro «Movimento e Brincadeira nos Primeiros Anos de Vida» (2024, FFMS), sobre a importância das brincadeiras ativas e desafiantes no desenvolvimento infantil.

Nas últimas décadas, digitalização e transformações sociais têm tornado as crianças mais sedentárias, reduzindo drasticamente o brincar livre ao ar livre e em contextos desafiantes. Muitas brincadeiras tradicionais, como subir árvores, trepar muros, explorar o bairro, são hoje vistas como "perigosas demais" e correm o risco de desaparecer completamente.

Neste workshop vamos:

  • Explorar o valor educativo do brincar com risco controlado para o desenvolvimento físico, emocional e cognitivo das crianças;

  • Analisar como mudanças familiares, escolares e urbanas limitaram estas experiências essenciais;

  • Debater sobre atividades simples que podem ser implementadas em casa, escola ou rua.

Rita Rovisco

Mãe, Educadora de Infância.

Formadora, CEO Atelier Rita Rovisco e Doutoranda em Educação Artística.

É preciso uma ideia para educar uma criança é um workshop que propõe uma reflexão profunda sobre o acto de educar enquanto gesto ético, estético e relacional. Partindo da pergunta “que ideia de criança orienta as nossas práticas?”, este encontro convida educadores, professores e outros profissionais da infância a revisitar as suas crenças, hábitos e intenções pedagógicas.

Qual é a tua ideia de Educação, valores e futuro?

Sandra Campelos

Sandra Campelos é licenciada em Matemática (ramo educacional) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, mestre em Estatística e doutorada em Educação. Com mais de 25 anos de experiência como professora de Matemática, desenvolve a sua atividade no ensino básico, secundário e superior, nas áreas da Matemática, Estatística, Didática da Matemática e Formação de Professores, sendo autora de vários livros.

Foi distinguida pela Sociedade Portuguesa de Matemática com a Menção Honrosa do Prémio Pitágoras e integrou o Top 10 do Global Teacher Prize Portugal 2025. Oradora e participante em conferências, encontros científicos e eventos educativos, nacionais e internacionais, colaborou em diversos projetos no domínio da Educação Matemática e da Literacia Estatística.

Defensora de um ensino dinâmico, exigente e diferenciado, promove práticas pedagógicas ativas e criativas, valorizando o potencial único de cada aluno. A sua abordagem integra, de forma equilibrada, as tecnologias educativas numa visão humanista da educação, fiel ao princípio de que é preciso ensinar com compromisso e ensinar com o coração.

Discutimos exames, tecnologia, inteligência artificial e formatos de avaliação. Ajustamos programas e instrumentos. Mas raramente colocamos a questão essencial: o que sustenta verdadeiramente a aprendizagem?

Este workshop propõe pensar a prática pedagógica como uma equação — não para reduzir a complexidade educativa, mas para tornar claras as variáveis que influenciam o resultado. Relação e empatia como forças potenciadoras. Diferenciação como garantia de acesso real ao conhecimento. Envolvimento como motor do pensamento. Expectativas elevadas como condição indispensável. E exigência como valor absoluto que qualifica a aprendizagem.

A partir de experiências concretas em contexto reais e heterogéneos, do ensino básico ao ensino secundário, serão partilhadas experiências, estratégias replicáveis e dinâmicas de sala de aula que articulam rigor, inovação e inclusão. Exemplos práticos com metodologias ativas, tecnologia com intencionalidade pedagógica e avaliação com feedback estruturado, promovendo argumentação, persistência e pensamento crítico.

Não se apresentam fórmulas fechadas, mas princípios testados na prática — alguns que resultaram, outros que exigiram reformulação. Porque ensinar é experimentar, observar e ajustar.

Num tempo de respostas imediatas, a escola distingue-se pela qualidade do pensamento que desenvolve. Este workshop dirige-se a quem entende que humanidade e excelência não competem — potenciam-se — e que incluir é garantir caminhos diferenciados para atingir o máximo nível de qualidade.

Sara Pereira

Sara Pereira, a "professora arco-íris" dos seus alunos, é professora de 1.° e 2.° ciclos, mestre em ensino pela Escola Superior de Educação de Lisboa e Doutoranda em Ciências da Educação na Universidade de Coimbra.

É criadora de conteúdo na página @‌diariodumateacher desde 2021, onde partilha recursos, reflexões e ideias sobre a prática docente, coautora do projeto escolar ADN, de Ciências Naturais de 2.º Ciclo pela editora ASA, e autora da coleção MAT pela editora Penguin Livros.

Nos últimos anos, tem refletido e estudado sobre a importância da educação positiva, tendo já colaborado em várias sessões para a formação inicial de professores em várias universidades do país e como oradora na primeira edição do Education Summit em Portugal. Organiza, também, os eventos "Partilhas Pedagógicas", que já ocorreram em Lisboa e em Setúbal.

Entra na nossa sala de aula... E vê as coisas por outro ângulo. Numa experiência que nos permitirá refletir e repensar sobre as nossas práticas diárias.

Suzana Leite

Licenciada em Ensino de Educação Visual.

Mestre em Ilustração e em Ensino das Artes Visuais, no 3.º Ciclo e no Ensino Secundário, é professora das áreas artísticas e tecnológicas do Ensino Básico e Secundário. Formadora de professores pelo Conselho Científico da Formação Contínua. Tem uma especialização em práticas artísticas na área da Cerâmica. É autora de manuais escolares, artigos sobre Educação Artística, Ilustração e projetos editoriais infantis.

Atualmente, é Coordenadora Intermunicipal do PNA.

Como podemos falar de uma nova educação sem pensar nos espaços onde ela acontece? Esta conversa propõe uma reflexão sobre o papel da arquitetura na educação contemporânea, partindo da ideia de que o espaço influencia comportamentos, relações, formas de aprender e de estar. A partir do diálogo entre práticas arquitetónicas, educativas e institucionais, discute-se como o desenho do espaço escolar pode promover a autonomia, a curiosidade, a participação e o bem-estar. Um convite a professores e educadores para olharem o espaço como uma ferramenta pedagógica ativa e um aliado no ato de ensinar.

Sílvia Berény

Mestre em Ciências da Educação, especialista em Arte e Educação na primeira infância. Diretora da OSMOPE, Organização Social Movimento Pontes Educativas, no Porto, escola detentora do prémio European Innovative Teaching Award 2025, e parceira da EPA e do PNA. Autora do livro “Retratos da Arte na Educação” e coordenadora do “Bridging Stories – Children participatory projects through art for the future of a new european education”. A OSMOPE é detentora dos prémios "Architecture into Education Awards 2023" e "EITA - The European Innovative Teaching Award - 2025".

Como podemos falar de uma nova educação sem pensar nos espaços onde ela acontece? Esta conversa propõe uma reflexão sobre o papel da arquitetura na educação contemporânea, partindo da ideia de que o espaço influencia comportamentos, relações, formas de aprender e de estar. A partir do diálogo entre práticas arquitetónicas, educativas e institucionais, discute-se como o desenho do espaço escolar pode promover a autonomia, a curiosidade, a participação e o bem-estar. Um convite a professores e educadores para olharem o espaço como uma ferramenta pedagógica ativa e um aliado no ato de ensinar.

Sílvia Valério

Sílvia Valério é professora do 1º ciclo, licenciada pela ESE da Universidade do Algarve, com 2 anos de experiência, 18 dos quais numa escola internacional em Lisboa. É formadora certificada pelo Conselho Científico de Braga e professora cooperante de estagiários na ESE de Lisboa e no ISPA.

Desde 2018, partilha práticas educativas através da página @‌a_minha_sala_de_aula e é fundadora da Academia de Educação Caixa Criativa, uma plataforma com mais de 150 aulas dedicadas ao desenvolvimento profissional de professores do 1º ciclo.

Professora dos beijinhos e dos abraços é defensora de uma educação ativa, criativa e intencional, integra a tecnologia como uma aliada da aprendizagem, potenciando o pensamento, a relação e a autonomia dos alunos. Ministra formações em escolas, universidades e encontros de professores, sendo oradora convidada em eventos, onde partilha estratégias com impacto real na prática educativa.

A sua missão é inspirar e apoiar docentes a crescerem profissionalmente, promovendo criatividade, relação e transformação genuína nas salas de aula.

Será que trabalhar na educação é assumir, todos os dias, desafios complexos que exigem estratégia, colaboração e intencionalidade pedagógica?

Neste workshop, os participantes são convidados a viver a aprendizagem. Através de desafios que mobilizam diferentes áreas, recorrem à tecnologia com propósito e promovem o trabalho em equipa, a experiência transforma-se num espaço de ação, reflexão e construção conjunta.

Aqui, aprende-se a fazer, a decidir, sentir e a colaborar. Despertamos os sentidos, a memória é convocada e o conhecimento constrói-se em rede, mostrando que só aquilo que é verdadeiramente vivido se torna significativo e duradouro. Juntos, somos melhores!

Nem todas “as missões” são visíveis. Mas todas exigem decisão…

Estás pront@, vamos a isto?!

Entra na nossa sala de aula... E vê as coisas por outro ângulo. Numa experiência que nos permitirá refletir e repensar sobre as nossas práticas diárias.